Lei 9.226/2026 e Entregas em Condomínios: Guia para Síndicos
- Sora Gestão Condominial
- 24 de jan.
- 4 min de leitura

O crescimento exponencial dos serviços de entrega por aplicativo trouxe conveniência aos moradores, mas também novos desafios de segurança, organização e responsabilidade jurídica para os condomínios. Em resposta a esse cenário, foi sancionada no Rio de Janeiro a Lei nº 9.226/2026, que estabelece regras claras para a realização de entregas em condomínios residenciais.
Embora a lei tenha vigência territorial restrita ao Estado do Rio de Janeiro, seu conteúdo já é tratado como referência normativa e tendência regulatória, inclusive para outros municípios e estados, como Belo Horizonte, onde síndicos e administradoras vêm adotando regras semelhantes com base no Código Civil, na autonomia condominial e nas boas práticas de governança.
Neste artigo, explicamos o que a Lei 9.226/2026 determina, seus impactos práticos para os condomínios, como implementar regras seguras e juridicamente adequadas e o papel estratégico do síndico profissional nesse processo.
Contexto legal das entregas por aplicativo em condomínios
Mesmo antes de legislações específicas, a gestão de acesso de terceiros sempre foi responsabilidade do condomínio e do síndico.
Fundamentação legal geral
Art. 1.348, inciso V, do Código Civil (Lei nº 10.406/2002)Compete ao síndico diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns, zelando pela segurança e pelos interesses coletivos.
Art. 1.336, inciso IV, do Código CivilO condômino deve usar sua unidade de maneira a não prejudicar a segurança, o sossego e a saúde dos demais.
Esses dispositivos permitem ao condomínio criar regras internas de acesso, inclusive para entregadores, desde que razoáveis, proporcionais e previamente comunicadas.
O que a Lei nº 9.226/2026 determina
A Lei 9.226/2026 estabelece diretrizes claras para entregas por aplicativo em condomínios residenciais no Estado do Rio de Janeiro, com foco em segurança, dignidade do trabalho e organização condominial.
Principais determinações da lei
Proteção ao entregadorÉ vedada a exigência de que o entregador:
Entre em áreas comuns internas
Suba até a porta do apartamento
Definição de ponto de entregaAs entregas devem ocorrer, preferencialmente, em:
Portaria
Guarita
Recepção
Responsabilidade do moradorCabe ao morador:
Comparecer ao ponto indicado
Retirar seu pedido diretamente
Forma de comunicaçãoO aviso da chegada do pedido pode ser feito por:
Interfone
Aplicativos internos
Comunicação presencial
Exceções obrigatóriasPessoas:
Idosas
Com deficiência
Com mobilidade reduzida
Podem receber o pedido diretamente na unidade, desde que comprovada a condição.
Aplicação prática em Belo Horizonte e outros municípios
Em Belo Horizonte, ainda que não exista lei municipal idêntica, os condomínios podem e devem regulamentar as entregas, com base em:
Código Civil
Convenção e regimento interno
Princípios de segurança coletiva
Prevenção de riscos e responsabilidade civil
A Lei 9.226/2026 funciona como parâmetro técnico e jurídico, amplamente adotado por síndicos profissionais como boa prática de governança condominial, reduzindo riscos de judicialização.
Benefícios diretos para o condomínio
A adoção de regras claras para entregas por aplicativo gera benefícios relevantes:
Aumento da segurançaRedução de golpes, furtos e acessos indevidos por falsos entregadores.
Melhor controle de acessoMonitoramento eficiente de entrada e saída de terceiros.
Organização operacionalCentralização das entregas em local definido.
Redução de conflitos internosRegras claras evitam discussões entre moradores e portaria.
Conformidade legal e preventivaMinimiza riscos de responsabilização do síndico e do condomínio.
Como implementar as novas regras no condomínio
A implementação deve ser formal, documentada e comunicada, especialmente para evitar alegações de abuso ou discriminação.
Passo a passo recomendado
Comunicação formal aos moradoresCircular, edital ou comunicado explicativo.
Definição clara do ponto de entregaPortaria, guarita ou recepção.
Treinamento da equipe de portariaPadronização de procedimentos e linguagem.
Definição de horários, se necessárioEspecialmente em condomínios de grande porte.
Sistema de aviso ao moradorInterfone, aplicativo condominial ou outro meio oficial.
Registro das exceções legaisIdosos e pessoas com deficiência, com tratamento digno e sigiloso.
Riscos da gestão amadora nesse tema
A ausência de regras formais pode resultar em:
Entrada indiscriminada de terceiros
Responsabilização do condomínio por furtos ou danos
Conflitos entre moradores e funcionários
Questionamentos judiciais por omissão do síndico
A gestão improvisada nesse ponto é uma das principais causas de passivo jurídico em condomínios urbanos.
O papel do síndico profissional
O síndico profissional atua com neutralidade, técnica e respaldo jurídico. Na Sora Gestão Condominial, a implementação dessas regras envolve:
Análise da legislação aplicável
Adequação à convenção e ao regimento interno
Criação de norma interna clara e defensável
Treinamento operacional da equipe
Comunicação transparente com os moradores
Foco em segurança, legalidade e convivência
Esse modelo evita conflitos, protege o condomínio e valoriza o patrimônio coletivo.
Conclusão
As novas regras para entregas por aplicativo, consolidadas pela Lei 9.226/2026, representam uma tendência irreversível de organização, segurança e profissionalização da gestão condominial. Mesmo fora do Rio de Janeiro, como em Belo Horizonte, sua aplicação como boa prática é plenamente viável e recomendável.
Condomínios que contam com síndico profissional especializado, como a Sora Gestão Condominial, conseguem implementar essas normas de forma equilibrada, legal e eficiente, garantindo segurança sem comprometer a rotina dos moradores.
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Selo Editorial Sora | Gestão Condominial com Base Legal
Este conteúdo foi elaborado pela equipe da Sora Gestão Condominial, especializada em síndico profissional, com base na legislação brasileira vigente, boas práticas de governança e compromisso com a transparência, segurança jurídica e foco no cliente.
Todos os artigos do nosso blog têm caráter educativo e informativo, sem substituição de orientação jurídica individualizada.



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