Edificações Antigas x Edificações Novas em 2026: Desafios, Vantagens, Desvantagens e Tendências do Mercado Condominial em Belo Horizonte
- Sora Gestão Condominial
- 9 de fev.
- 5 min de leitura

O mercado imobiliário brasileiro vive, em 2026, um momento de transição estrutural. Em Belo Horizonte, essa realidade é ainda mais evidente: condomínios com mais de 40 ou 50 anos coexistem com empreendimentos recém-entregues, altamente tecnologizados e alinhados a novos padrões de moradia. Para síndicos, conselheiros, investidores e condôminos, compreender os desafios, vantagens e desvantagens das edificações antigas e novas deixou de ser apenas uma análise técnica e passou a ser uma decisão estratégica de gestão e investimento.
Este artigo analisa, sob a ótica da gestão condominial, da legislação vigente e das boas práticas de governança, como cada tipo de edificação se comporta em 2026, quais riscos jurídicos estão envolvidos e quais são as tendências do mercado, com foco específico na realidade de Belo Horizonte.
O papel do síndico diante da idade da edificação
Independentemente do ano de construção, o síndico responde legalmente pela conservação, segurança e regularidade do condomínio. O art. 1.348, V, do Código Civil (Lei nº 10.406/2002) é claro ao atribuir ao síndico o dever de:
“Diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns.”
Isso significa que a idade do prédio não isenta o condomínio de obrigações legais. Pelo contrário: quanto mais antiga a edificação, maior tende a ser o nível de risco técnico e jurídico, exigindo planejamento, conhecimento normativo e atuação profissional.
Edificações antigas: perfil, desafios e oportunidades
O que caracteriza uma edificação antiga em 2026?
Em termos de mercado, considera-se edificação antiga aquela construída, em regra, antes dos anos 1990, muitas vezes:
Sem projetos elétricos atualizados;
Sem exigências modernas de acessibilidade;
Com sistemas hidráulicos e estruturais defasados.
Em Belo Horizonte, bairros como Centro, Floresta, Santa Efigênia, Funcionários, Sion e Anchieta concentram grande parte desse estoque imobiliário.
Principais desafios das edificações antigas
1. Risco estrutural e necessidade de manutenções corretivas
Edificações antigas exigem atenção constante com:
Fachadas;
Estruturas de concreto;
Redes hidráulicas e elétricas.
A negligência pode gerar responsabilização civil e criminal do síndico, especialmente em caso de acidentes, conforme entendimento consolidado da jurisprudência com base nos arts. 186 e 927 do Código Civil (responsabilidade por ato ilícito).
2. Adequação às normas atuais
Prédios antigos, mesmo legalmente constituídos, precisam se adequar às normas vigentes, como:
ABNT NBR 5410 (instalações elétricas);
ABNT NBR 5419 (SPDA);
Normas do Corpo de Bombeiros de MG (AVCB).
A ausência de adequação não é justificada pela idade da construção.
3. Impacto financeiro e resistência dos condôminos
Obras de retrofit e manutenções estruturais costumam:
Ter alto custo;
Gerar resistência dos moradores;
Exigir quóruns específicos (art. 1.341 do Código Civil).
Sem planejamento financeiro adequado, o condomínio entra em ciclos de chamadas extras e conflitos internos.
Vantagens das edificações antigas
Apesar dos desafios, edifícios antigos apresentam vantagens relevantes:
Localização privilegiada (regiões centrais);
Plantas mais amplas;
Custos de aquisição mais acessíveis para investidores;
Potencial de valorização após retrofit.
Em bairros como Savassi e Lourdes, prédios antigos bem geridos e reformados apresentam alta liquidez no mercado.
Edificações novas: modernidade e novos desafios
O que caracteriza uma edificação nova em 2026?
Empreendimentos entregues nos últimos 10 anos, geralmente com:
Infraestrutura moderna;
Condomínios-clube;
Sistemas de automação;
Padrões elevados de segurança e conforto.
Regiões como Buritis, Castelo, Vale do Sereno (limítrofe a BH) e novas áreas do Anchieta concentram esse perfil.
Principais vantagens das edificações novas
1. Menor necessidade de manutenção imediata
Nos primeiros anos, os custos com:
Estrutura;
Instalações elétricas e hidráulicas;
Fachadas
tendem a ser reduzidos, favorecendo previsibilidade orçamentária.
2. Conformidade normativa inicial
Edificações novas já nascem alinhadas a:
Normas da ABNT;
Exigências de acessibilidade;
Regras de segurança contra incêndio.
Isso reduz o risco jurídico inicial para o síndico.
Desvantagens e riscos das edificações novas
1. Custos operacionais elevados
Condomínios-clube possuem:
Piscinas;
Academias;
Salões;
Portarias tecnológicas.
Esses itens elevam significativamente a taxa condominial e exigem gestão financeira altamente técnica.
2. Problemas construtivos ocultos
Em 2026, cresce o número de ações envolvendo:
Vícios construtivos;
Problemas de impermeabilização;
Falhas em fachadas e garagens.
O síndico deve agir com diligência, acionando construtora e seguradoras dentro dos prazos legais, sob pena de omissão.
3. Governança frágil no início
Condomínios novos frequentemente enfrentam:
Falta de cultura condominial;
Conflitos sobre uso de áreas comuns;
Convenções genéricas, pouco adaptadas à realidade local.
Aqui, a atuação do síndico profissional é determinante para estruturar regras, processos e controles desde o início.
Tendência de mercado imobiliário em 2026
1. Valorização do retrofit em áreas centrais
Em Belo Horizonte, há clara tendência de:
Revitalização de prédios antigos;
Investimentos em retrofit;
Reocupação de áreas centrais.
Isso aumenta a demanda por gestão técnica e jurídica especializada.
2. Exigência crescente por governança e compliance
Compradores e investidores estão mais atentos a:
Regularidade documental;
Saúde financeira do condomínio;
Existência de planejamento de longo prazo.
Condomínios sem gestão profissional tendem a perder competitividade.
3. Profissionalização da função de síndico
A complexidade legal, tanto em prédios antigos quanto novos, torna a gestão amadora cada vez mais arriscada. O síndico profissional surge como resposta natural à:
Judicialização crescente;
Fiscalizações mais rigorosas;
Necessidade de transparência.
A realidade específica de Belo Horizonte
BH possui um parque imobiliário heterogêneo, com edificações antigas em bairros como Centro, Floresta e Santa Efigênia, convivendo com empreendimentos modernos no Buritis e Castelo. Além disso, normas municipais, fiscalizações e exigências do Corpo de Bombeiros tornam a gestão local ainda mais sensível.
A falta de adequação técnica, independentemente da idade do prédio, expõe o condomínio e o síndico a riscos significativos.
O papel da Sora Gestão Condominial nesse cenário
A Sora Gestão Condominial atua de forma estratégica tanto em edificações antigas quanto novas, oferecendo:
Diagnóstico técnico-jurídico;
Planejamento financeiro;
Gestão de obras e manutenções;
Governança, transparência e segurança jurídica.
Cada condomínio é tratado conforme sua realidade construtiva, localização e perfil dos moradores.
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Conclusão
Em 2026, não existe edifício “simples” de gerir. Edificações antigas e novas apresentam desafios distintos, porém igualmente complexos. A diferença entre risco e valorização está na qualidade da gestão.
Planejamento, conhecimento legal e atuação profissional são os pilares de um condomínio seguro, sustentável e valorizado.
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Selo Editorial Sora | Gestão Condominial com Base Legal
Este conteúdo foi elaborado pela equipe da Sora Gestão Condominial, especializada em síndico profissional, com base na legislação brasileira vigente, boas práticas de governança e compromisso com a transparência, segurança jurídica e foco no cliente.
Todos os artigos do nosso blog têm caráter educativo e informativo, sem substituição de orientação jurídica individualizada.”




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